Nem toda tendência deve entrar na coleção. Veja os 5 critérios para decidir o que vira produto e o que só deve ser observado.
Uma tendência vira produto vendável quando se repete em várias fontes, muda o comportamento de compra (e não só o styling), tem um elemento que pode ser isolado e adaptado, faz sentido para a cliente da marca e usa um tecido viável em preço e prazo. Se falhar em um desses pontos, muitas vezes a decisão certa é apenas observar.
A passarela inspira. O mercado decide. Entre uma coisa e outra existe o trabalho da equipe de desenvolvimento: filtrar o que é imagem bonita do que é produto com giro. A pergunta “isso está em tendência?” é insuficiente. As perguntas abaixo são as que realmente sustentam uma decisão de coleção.
Quais critérios usar para avaliar uma tendência de moda?
1. É repetição ou caso isolado?
Uma tendência consistente aparece em desfiles de marcas diferentes, no street style, no varejo e em mais de uma temporada. Um único desfile marcante é referência, não direção.
2. Muda comportamento ou apenas styling?
Tendências de comportamento, como a busca por conforto ou por peças versáteis, alteram o que a cliente compra. Tendências de styling mudam como ela combina o que já tem. As primeiras justificam investimento em base de tecido; as segundas, muitas vezes, só uma cor ou um acabamento.
3. Qual elemento pode ser separado?
Raramente a tendência entra inteira na coleção. O que entra é uma parte dela: a cor, o tecido, a textura, a proporção, o comprimento. Decompor a tendência reduz risco e facilita a adaptação.
4. A nossa cliente usaria?
A tendência precisa ser traduzida para o estilo de vida, o corpo, a faixa de preço e a ocasião de uso da cliente real da marca, e não da cliente da passarela.
5. O tecido é viável em preço e prazo?
Uma tendência que depende de um tecido caro demais ou com prazo incompatível com o cronograma não vira produto a tempo. Viabilidade de matéria-prima é critério de decisão, não detalhe de compras.
O que fazer quando uma tendência não passa em todos os critérios?
Há três caminhos: aplicar apenas o elemento viável (por exemplo, trazer a cor para uma base que a marca já vende bem), testar em volume pequeno ou seguir observando. Observar também é uma decisão estratégica, e costuma ser a mais barata.
Como o tecido ajuda a traduzir a tendência?
Muitas vezes o tecido é o elemento que carrega a tendência com menor risco: um toque, um caimento ou uma cor aplicados a um modelo que já tem histórico de venda. Por isso vale envolver o fornecedor de tecidos cedo, ainda na fase de pesquisa, para avaliar alternativas de base, cartela e prazo. Se a dúvida for o comportamento do tecido na peça, veja nosso guia sobre como saber se um tecido tem bom caimento.
Na Tecidos KITE, cada coleção é desenvolvida a partir da pesquisa de tendências e do que vende nos principais polos de moda de São Paulo, como o Brás e o Bom Retiro. Assim, a tendência chega à confecção já traduzida em bases, cores e texturas com aplicação real.
Perguntas frequentes sobre tendências de moda
Qual a diferença entre tendência e moda passageira?
Tendência se repete em várias fontes e temporadas e altera o comportamento de consumo. Moda passageira é pontual, concentrada em uma imagem, uma celebridade ou um desfile.
Como adaptar uma tendência de passarela para o varejo?
Isole o elemento principal (cor, tecido ou proporção), aplique-o a modelos com bom histórico de venda e valide com a cliente da marca antes de ampliar o volume.
Quem deve participar da decisão sobre tendências na confecção?
Estilo, desenvolvimento de produto, compras e comercial. Quem vende sabe o que a cliente pede; quem compra sabe o que é viável.
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